Bikepacking

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BIKEPACKING pode ser definido simplesmente como “viajar e acampar de bicicleta”. Essa inclusive é a definição encontrada em livros técnicos publicados sobre o assunto ainda na década de 1990. Ou seja, BIKEPACKING não é novidade. Mas como a evolução tecnológica não para, o BIKEPACKING também evoluiu e, hoje, seria melhor definido como “conjunto de técnicas e conceitos de cicloturismo de aventura ou ciclo-expedições” ou ainda “a união do mountain bike com técnicas e equipamento de trekking ultraleve”. Em outras palavras, “BIKEPACKING é usar a bicicleta como meio de transporte para qualquer tipo de aventura, por terrenos diversos e potencialmente difíceis, em qualquer clima, de forma autossuficiente, ultraleve, versátil e de mínimo impacto ambiental”. 

O CURSO DE BIKEPACKING da Kalapalo Editora, ministrado por Guilherme Cavallari, oferece imersão no tema com hospedagem e alimentação incluídas. Trata-se de uma vivência prática dos conceitos, técnicas e equipamento utilizados no BIKEPACKING de forma construtiva e didática. Nosso objetivo com esse curso é apresentar ferramentas — conceitos, técnicas, habilidades e equipamento apropriado — para tornar o aluno autossuficiente, mais confiante, independente e autônomo. 

MARCAS QUE APOIAM NOSSOS CURSOS E FORNECEM O EQUIPAMENTO QUE USAMOS:

 

 

CONTEÚDO RESUMIDO

  1. Conceitos e teorias em torno do BIKEPACKING.
  2. Equipamento apropriado, incluíndo a mountain bike, seus componentes, acessórios e itens de segurança
  3. Ajustes individuais (bike fit), manutenção preventiva e limpeza.
  4. Mecânica de emergência com e sem ferramentas adequadas.
  5. Transporte de equipamento na mountain bike 
  6. Deslocamento em terreno variado com bagagem completa de BIKEPACKING.
  7. Acampamento selvagem ultraleve e de mínimo impacto ambiental.
  8. Preparação e organização de viagens em estilo BIKEPACKING.
  9. Primeiros socorros, situações de emergência , planos de resgate e auto-resgate.

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CONTEÚDO DETALHADO

1) Conceitos e teorias em torno do BIKEPACKING 

A história do BIKEPACKING, a evolução do cicloturismo, a “Teoria do Tripé” criada por Guilherme Cavallari para estruturar e desenvolver as atividades e esporte de contato com a natureza. 

2) Equipamento apropriado, incluíndo a mountain bike, seus componentes, acessórios e itens de segurança.

Estilos de acampamento com e sem barraca, tipos de sacos de dormir e de isolantes térmicos, tipos de fogareiros e diferentes combustíveis. Geometria da mountain bike, tecnologia aplicada, componentes e acessórios. O que compõe e diferencia modelos de bicicleta possíveis de serem usadas em BIKEPACKING. Qual a bike ideal para BIKEPACKING? Full suspension? Rígida? Rodas grandes? Freios hidráulicos? Pouca ou muita tecnologia? Quadro de fibra de carbono, titânio ou alumínio? Bicicleta híbrida, gravel, cycle cross ou mountain bike pura? Até onde a máxima “a bike perfeita é aquela que você já tem” é verdadeira ou falsa no BIKEPACKING. 

3) Ajustes individuais (bike fit), manutenção preventiva e limpeza.

Ergonomia é tudo numa bicicleta. Pequenos ajustes podem transformar a experiência de pedalar, evitar lesões e expandir horizontes em cima de uma bicicleta. Aprenda a lógica por trás da altura correta do selim, do ângulo certo do selim, da distância ideal entre o selim e o guidão, da melhor altura para o guidão, do guidão ideal, entre outros ajustes. A largura e a pressão dos pneus pode transformar uma bicicleta. A pressão na suspensão pode fazer muita diferença também. Lubrificação, troca de peças, lavagem e limpeza.

4) Mecânica de emergência com e sem ferramentas adequadas.

Kit básico de mecânica de emergência, compacto e ultraleve. Aprenda truques para resolver problemas como: câmara de ar furada ou rasgada, pneu rasgado, corrente quebrada, roda desalinhada, pastilhas de freio gastas, câmbio desajustado, câmbio quebrado, gancheira quebrada, etc. Ajustes e consertos com e sem ferramentas apropriadas. Aprender a improvisar é fundamental no BIKEPACKING.

5) Transporte de equipamento na mountain bike.

Transportar o mínimo possível de equipamento sem abrir mão da segurança é a chave da questão. O posicionamento e a localização de peso na bicicleta pode transformar a experiência de pedalar num sofrimento, além de limitar velocidade, distância, tipo de terreno e danificar a bicicleta. Bolsas específicas para BIKEPACKING, bike trailers e outras formas de transporte de equipamento em viagens de bicicleta formam uma das maiores evoluções na modalidade. Em paralelo, a diminuição de peso e volume no equipamento de acampamento selvagem ampliaram muito as possibilidades do esporte. O BIKEPACKING é muito diferente do cicloturismo tradicional nesse sentido.

6) Equipamento específico e improvisado para BIKEPACKING.

O equipamento específico para BIKEPACKING pode ser divido em cinco categorias: “transporte de bagagem”, “acampamento”, “roupas e calçados”, “alimentação e hidratação” e “acessórios”. O segredo é escolher bem as três primeiras categorias e tentar reduzir ao máximo reduzir a duas últimas. Bolsa de quadro, bolsa de selim, bolsa de guidão, bolsas de cockpit, mochilas, etc. Barracas, bivaques, redes de dormir. Tipos de sacos de dormir e isolantes térmicos. Fogareiros a gás, benzina ou álcool. Tipos de panelas. Roupas e calçados técnicos e ultraleves. Descubra a diferença entre equipamento convencional e equipamento ultraleve.

7) Acampamento selvagem ultraleve e de mínimo impacto ambiental.

Como escolher e armar acampamento selvagem usando desde barracas até sacos de bivaque. Entenda o conceito de “sistema de dormir”. Como cozinhar usando fogareiros e utensílios ultraleves. Dicas de culinária eficiente, leve e compacta. Como acampar causando o mínimo de impacto ambiental possível. Aula prática com pernoite em acampamento selvagem e preparação de jantar e café da manhã.

8) Preparação e organização de viagens em estilo BIKEPACKING.

Pesquisa de roteiros, mapeamento a distância, coleta de informações essenciais, preparação de material de suporte em campo (tracklogs, mapas, planilhas, etc.), escolha de equipamento.

9) Primeiros socorros, situações de emergência e planos de resgate e auto-resgate.

Vacinação, contratação de seguro acidente e outras dicas de preparação e antecipação aos problemas. Noções básicas de primeiros socorros (contusões, entorses, fraturas, queimaduras, insolação, desidratação, hipotermia, etc.), montagem de kit de primeiros socorros, planejamento prévio de resgate de vítimas e auto-resgate. Tecnologia de apoio.

SCOTT SCALE 710 PLUS de Guilherme Cavallari pronta para BIKEPACKING

EQUIPAMENTO NECESSÁRIO

Alunos do CURSO DE BIKEPACKING em frente ao REFÚGIO KALAPALO, abril de 2018.

O CURSO DE BIKEPACKING fornece todo o equipamento de uso coletivo para acampamento: barracas, sacos de dormir, isolantes térmicos, sacos de bivaque e redes de dormir com toldos, cozinha completa de acampamento incluindo cuias e colheres para cada aluno. Toda a alimentação também é fornecida pelo curso. Bolsas para transporte de equipamento nas bicicletas também estão incluídas no pacote, embora elas sejam improvisadas a partir de sacos estanques e fitas de amarração. Essa técnica, inclusive, é bastante eficiente na substituição de bolsas específicas de BIKEPACKING. O curso não fornece nenhuma roupa ou calçado individual. O CURSO NÃO OFERECE BICICLETAS. 

Observação: Sugerimos que nada seja adquirido antes do curso, já que boa parte do treinamento visa ensinar a identificar equipamento apropriado. Depois do curso o aluno terá condições de escolher melhor seu equipamento de BIKEPACKING.

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Exemplo de bicicleta equipada para BIKEPACKING

OBRIGATÓRIO:

  • Mountain bike / Gravel Bike / Cyclo Cross Bike (bicicletas para uso off road) em perfeito estado de funcionamento, revisada e lubrificada, com pneus novos para uso em terra, relação de marchas apropriada com a marcha mais leve condizente com terrenos montanhosos e bicicleta carregada (por exemplo, 22×36, 24×42, 28×46, 30×50). Isso significa que bicicletas antigas de 21 marchas ou menos, com a marcha mais leve 24×32 e afins, não são apropriadas. 
  • Ciclocomputador instalado e aferido
  • Link de desconexão instalado na corrente (Power Link, Gold Link, etc.) 
  • Capacete de mountain bike em perfeito estado
  • Luvas de mountain bike de dedos inteiros ou meio-dedo
  • Óculos esportivos escuros, inquebráveis e com proteção UV com caixa protetora
  • Vestuário esportivo apropriado, em tecido sintético
  • Sapatilhas de ciclismo ou tênis esportivos apropriados
  • Jaqueta impermeável e preferencialmente respirável apropriada à prática do ciclismo de montanha (não pode ser pesada ou “quente” demais)
  • Vestuário térmico para a eventualidade de frio durante o acampamento selvagem
  • Sistema de hidratação (bolsa com mangueira) ou garrafinhas (caramanholas)
  • Lanterna de cabeça com pilhas novas ou bateria recarregada (o curso oferece lanterna de cabeça mas não oferece pilhas, que devem ser 3 unidades tamanho AAA)
  • Kit de higiene pessoal (escova de dente, pasta de dentes, fio dental, protetor solar, repelente de insetos, absorvente íntimo, sabonete pequeno, toalha de acampamento pequena, etc.)
  • Kit de primeiros socorros individual (Band-Aids, rolo pequeno de esparadrapo, remédios de uso regular, etc.)
  • Kit de mecânica de emergência (duas câmaras de ar novas, bomba de ar, remendos, cola, espátulas, pequena lixa d’água, chaves Allen, chave de fenda, chave Phillips, chave de raios, alicate dobrável, Silvertape, óleo lubrificante, pedaço de trapo, escova de dentes velha, etc.) mais detalhes no link: http://www.kalapalo.com.br/index.php/bikepacking-kit-de-mecanica-de-emergencia/

RECOMENDÁVEL (EQUIPAMENTO FORNECIDO PELO CURSO):

Todo o equipamento abaixo é fornecido pelo curso, mas se o aluno já possui alguns dos itens, é mais produtivo que ele aprenda a usar o equipamento que já possui… Assim, quem tiver os itens abaixo, pode trazer:

  • Barraca individual de acampamento, rede de dormir, toldo ou saco de bivaque impermeável e preferencialmente respirável
  • Saco de dormir, preferencialmente “quilt de dormir”
  • Isolante térmico inflável, ultraleve e compacto (o curso fornece isolante de espuma)
  • Sistema de transporte de equipamento e carga na bicicleta (preferencialmente no estilo BIKEPACKING, com bolsa de quadro, bolsa de guidão, bolsa de selim, etc.)
  • Mochila de no máximo 60 litros, leve, compacta, ergonômica e com capa de chuva
  • Cozinha completa de acampamento (fogareiro ou espiriteira leve e compacto, combustível apropriado, prato ou cuia, colher e sistema de coleta e transporte de água)
  • Calça impermeável e preferencialmente respirável (não fornecido pelo curso)
  • Aparelho de GPS
  • Telefone celular (que deverá permanecer desligado)

PROIBIDO:

  • Bebidas alcoólicas
  • Substâncias entorpecentes de qualquer espécie
  • Tabaco
  • Utilização de aparelhos de som coletivos ou individuais
  • Qualquer tipo de arma, branca ou de fogo
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Exemplo de terreno possível de realizar BIKEPACKING, viajar e acampar de bicicleta

CARGA HORÁRIA/PROGRAMAÇÃO

DIA 1 (6/set/2018): chegada dos alunos no fim de tarde ou noite que antecede o curso, para pernoite no REFÚGIO KALAPALO. Um jantar leve de boas-vindas será oferecido a todos que chegarem antes das 21h.

DIA 2 (7/set/2018): Início das atividades às 8h30, logo após o café da manhã. Nessa primeira manhã faremos as apresentações dos participantes, discutiremos os conceitos e teorias por trás do bikepacking, faremos uma apresentação prática do equipamento utilizado em bikepacking, debateremos sobre “a bike ideal”, faremos um bike fit básico em todas as bicicletas e discutiremos formas de transporte de equipamento na bicicleta no estilo bikepacking. Nesse primeiro dia teremos almoço, jantar e pernoite no REFÚGIO KALAPALO.

DIA 3 (8/set/2018): Início das atividades às 8h30, logo após o café da manhã. Treinamento de mecânica de emergência básica, com técnicas de remendar câmaras furadas e pneus rasgados, troca e conserto de correntes partidas, troca e manutenção de pastilhas de freio, alinhamento básico de rodas, manutenção geral e limpeza da bicicleta. Em seguida ou em paralelo, faremos a preparação da bicicleta para ser despachada em transporte público, como avião, ônibus, trem, etc. Treinamento de navegação. Montagem final das bicicletas, deslocamento em trilha e acampamento selvagem. O deslocamento total será de apenas 7 km por terreno íngreme, todo em terra com pedras soltas, valetas e possíveis atoleiros. Haverá ainda um trecho de 2 km de singletrack. Nesse dia almoçamos no REFÚGIO KALAPALO e jantamos no acampamento, cozinhando nossa própria refeição. 

DIA 4 (9/set/2018): Depois do café da manhã, desmontamos o acampamento selvagem e voltamos para o REFÚGIO KALAPALO. O percurso de volta será o mesmo da ida. De volta do refúgio, começamos o treinamento de preparação e planejamento de viagens, planos de resgate e autoresgate, treinamento de primeiros socorros. Almoço no REFÚGIO KALAPALO e fim das atividades por volta das 16h.

O CURSO DE BIKEPACKING oferece duas noites de hospedagem no REFÚGIO KALAPALO em quartos coletivos com banheiros compartilhados, oferece também todas as refeições, inclusive o jantar e o café da manhã no acampamento selvagem. Não oferecemos roupa de cama (lençóis tamanho solteiro e fronha) em nossos quartos coletivos, nem toalhas de banho. Temos, no entanto, cobertores de travesseiros para todos os alunos. 

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Exemplo de terreno possível de realizar BIKEPACKING, viajar e acampar de bicicleta.

CONDIÇÃO FÍSICA NECESSÁRIA

Todo aluno deverá preencher uma ficha de inscrição detalhada, onde há questões sobre saúde e condicionamento físico. O objetivo do CURSO DE BIKEPACKING não é treinamento físico. Portanto, não vamos pedalar mais do que 9 ou 10 km por dia. O terreno, porém, é montanhoso e acidentado e nós estaremos carregados com bastante bagagem. A exigência física pode ser surpreendentemente alta. Não aceitamos alunos sedentários. Todo aluno deve estar bem de saúde (havendo necessidade, exigiremos atestado médico comprovatório). Ninguém precisa ser atleta tampouco.

EXPERIÊNCIA PRÉVIA NECESSÁRIA

O aluno deverá possuir bicicleta própria e estar familiarizado com ela, saber pedalar com eficiência, frear e mudar de marchas, ter equilíbrio e força mínima necessária para fazer trilhas com singletrack (trilha muito estreita, tipo “caminho de vaca”). Não é preciso muita experiência prévia de trilha, cicloviagem ou acampamento selvagem, já que o curso se propões a introduzir esses conceitos. Mas é interessante ressaltar que existe um certo grau de “desconforto físico” relacionados com pedalar e acampar, como ausência de banheiro ou possibilidade de banho (exceção talvez um banho de rio).

Grupo em treinamento de BIKEPACKING na Serra da Mantiqueira com Guilherme Cavallari

LOCAL DE REALIZAÇÃO DO CURSO

O CURSO DE BIKEPACKING é realizado no REFÚGIO KALAPALO, que está localizado no município de Gonçalves (MG), na Serra da Mantiqueira, na Fazenda Campestre. Sugerimos que os alunos provenientes da mesma cidade, como por exemplo São Paulo, se organizem em “carona solidária” para ir e vir até o curso, para minimizar despesas, gastos de combustível e impacto ambiental. Existem basicamente quatro formas de acesso ao nosso espaço:

1) Quase tudo asfalto:
Entre o asfalto que liga os municípios de São Bento do Sapucaí (SP) e Paraisópolis (MG), pela rodovia SP-042 (do lado paulista) ou MG-173/295 (do lado mineiro), está a entrada oficial para Gonçalves (MG), totalmente asfaltada. Uma vez no diminuto e simpático centro de Gonçalves siga as placas indicando São Sebastião das Três Orelhas, que fica 7 km antes do Bairro Campestre, onde estamos. Depois de São Sebastião das Três Orelhas logo aparecerão placas indicando a Fazenda Campestre, onde estamos situados. São 12 km em terra, que qualquer veículo de passeio consegue percorrer, não precisa ser 4×4. Uma dica para saber onde está a Fazenda Campestre, embora haja placas, é saber que a rua de terra que dá acesso ao REFÚGIO KALAPALO fica dez metros antes da entrada do Espaço Kalevala e de uma singela capelinha dedicada a São João. Essa rua de terra de 1,5 km de extensão chega diretamente à fazenda e ao REFÚGIO KALAPALO. Vá direto para a grande casa amarela no topo do morro, passando uma porteira e outra capelinha!

2) Quase tudo asfalto, com aventura:
A partir do município paulista de São Bento do Sapucaí, no bairro Serranos, existe um acesso de terra sinalizado que leva a Gonçalves (MG). São 12 km de extensão do centro da cidade até o REFÚGIO KALAPALO, metade em terra. O trecho de serra é íngreme e a estrada de terra pode ter trechos com buracos e pedras soltas. Não é preciso ter um veículos 4×4 para usar esse caminh0, mas nos meses de chuva, entre novembro e abril, a estrada pode estar escorregadia e enlameada. Os trechos mais íngremes são calçados com bloquetes de concreto. Depois de passar o portal que indica a divisa de municípios e de estados,  procure a capelinha muito singela, dedicada a São João, que fica na esquina da rua que dá acesso à Fazenda Campestre. A capelinha fica em frente ao Espaço Kalevala. Essa rua de terra de 1,5 km de extensão e termina na fazenda e no REFÚGIO KALAPALO. Vá direto para a grande casa amarela no topo do morro, passando uma porteira e outra capelinha!

3) Muita terra:
Pela Rodovia Fernão Dias, siga até o município de Cambuí (MG). Não entre no primeiro acesso (acesso sul), entre no segundo acesso, junto ao posto BR à direita para quem vai de São Paulo para Belo Horizonte. Uma vez na cidade, siga em direção ao bairro Córrego de Bom Jesus por cinco quilômetros em asfalto precário e suba a a serra em direção a Gonçalves. São 25 km de terra por uma estrada às vezes íngreme, sujeita a buracos e valetas dependendo do clima. Em época de chuva, esse é um caminho mais apropriado a veículos 4×4. No bairro rural de Campo dos Raposos vai haver uma estátua do Cristo Redentor com uma bifurcação. Tome a via da esquerda. O próximo bairro rural é Costas. Passe em frente à igreja matriz e vire à direita. Mais 9 km e chega-se ao cento de Gonçalves. Uma vez no diminuto e simpático centro de Gonçalves siga as placas indicando São Sebastião das Três Orelhas, que fica 7 km antes do Bairro Campestre, onde estamos. Depois de São Sebastião das Três Orelhas logo aparecerão placas indicando a Fazenda Campestre, onde estamos situados. São 12 km em terra, que qualquer veículo de passeio consegue percorrer, não precisa ser 4×4. Uma dica para saber onde está a Fazenda Campestre, embora haja placas, é saber que a rua de terra que dá acesso ao REFÚGIO KALAPALO fica dez metros antes da entrada do Espaço Kalevala e de uma singela capelinha dedicada a São João. Essa rua de terra de 1,5 km de extensão chega diretamente à fazenda e ao REFÚGIO KALAPALO. Vá direto para a grande casa amarela no topo do morro, passando uma porteira e outra capelinha!

4) Quase só terra:
Pela rodovia Fernão Dias, chegue ao distrito de Monte Verde (MG). É possível chegar a Monte Verde por Joanópolis (SP) ou Camanducaia (MG). Via Joanópolis é tudo terra, por 41 km de serra. Tem que chegar ao bairro Cancan em Monte Verde e passar em frente à conhecida Pousada Ponto de Luz e manter-se na estrada principal até chegar ao asfalto que liga Camanducaia a Monte Verde. Uma vez em Monte Verde, tem que seguir uma sequência de bairros rurais… Ponte Nova, Jaguary de Cima e Juncal, onde o caminho conecta com a estradinha de terra que liga o bairro Campestre com o centro de Gonçalves. Depois do Juncal vai haver placas indicando o bairro Campestre e a Fazenda Campestre. Uma dica para saber onde está a Fazenda Campestre, embora haja placas, é saber que a rua de terra que dá acesso ao REFÚGIO KALAPALO fica dez metros antes da entrada do Espaço Kalevala e de uma singela capelinha dedicada a São João. Essa rua de terra de 1,5 km de extensão chega diretamente à fazenda e ao REFÚGIO KALAPALO. Vá direto para a grande casa amarela no topo do morro, passando uma porteira e outra capelinha! Esse caminho todo, de Joanópolis a Monte Verde e depois até Gonçalves, está detalhadamente mapeado e publicado no GUIA DE TRILHAS CICLOMANTIQUEIRA.

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DISTÂNCIAS ATÉ GONÇALVES (MG):
São Paulo (rodovia Fernão Dias): 180 km
São Paulo (rodovia Carvalho Pinto): 230 km
Rio de Janeiro (rodovia Fernão Dias): 380 km
Belo Horizonte (rodovia Fernão Dias): 480 km
Campinas (rodovias D. Pedro e F. Dias): 180 km
São José dos Campos: 100 km
Pouso Alegre: 80 km
Itajubá: 80 km
Campos do Jordão: 70 km
São Bento do Sapucaí: 25 km
Paraisópolis: 23 km
Monte Verde: 49 km

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Expedição pelas Highlands da Escócia, realizada por Guilherme Cavallari e Adriana Braga, usando uma MTB dupla (tandem)

EXPLICAÇÕES COMPLEMENTARES

Todo interessado no CURSO DE BIKEPACKING deverá preencher uma ficha de inscrição, que será previamente analisada pela direção do curso antes de aprovada. Havendo necessidade, o candidato poderá passar por uma entrevista, por telefone ou internet, para esclarecimento mútuo de dúvidas.

O número máximo de alunos por curso é de oito (8) pessoas. O número mínimo é três (3) pessoas. Não serão permitidos acompanhantes não-participantes no deslocamento de bicicleta durante o curso ou durante as aulas teóricas. Ouvintes, crianças ou animais de estimação não são bem-vindos nas dinâmicas do curso. A região de Gonçalves é rica em pousadas e restaurantes para acompanhantes que queiram aproveitar o final de semana na montanha, independentes do curso e, havendo disponibilidade, podem até ficar hospedados no próprio REFÚGIO KALAPALO, desde que não interfiram no curso.

O curso, uma vez agendado e confirmado, será realizado independentemente de condições climáticas. Clima “ruim” é considerado por nós como “condição didática positiva”.

O curso não poderá ser gravado ou filmado. Fotos são permitidas, desde que não interfiram no andamento das aulas. O ritmo do curso será ditado pela média de experiência e capacidade física do grupo, respeitando sempre o indivíduo mais fraco, com menos experiência e pior preparado fisicamente.

O curso não oferece transporte para deslocamento para chegada a Gonçalves (MG) e partida. Deslocamentos mais longos em veículos motorizados que porventura se façam necessários durante o curso serão fornecidos por nós.

O curso oferece todas as refeições durante sua duração. Ninguém precisa trazer comida de casa — nem lanches de trilha ou complementos alimentares — isso inclusive não é incentivado.

Depois de inscrito, o aluno poderá cancelar o sua participação no curso, obtendo 80% de reembolso do valor integral do curso, se avisar a direção de sua desistência com no mínimo 15 (quinze) dias de antecedência. Depois desse prazo não haverá restituição do valor da inscrição.

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Expedição Transpatagônia, de 6 meses de duração e 6.000 km de extensão, realizada por Guilherme Cavallari

INVESTIMENTO POR PESSOA

R$ 690,00 (seiscentos e noventa reais).

OBS: Pagamentos efetuados à prazo com término das parcelas em data anterior ao início do curso não sofrerão acréscimo.

INSCRIÇÕES

Através de e-mail para [email protected] ou pelos telefones (35) 9 9939-3427 (VIVO Refúgio Kalapalo) (35) 9 9900-8252 (VIVO WhatsApp Guilherme).

MATERIAL DIDÁTICO

O curso não oferece material didático impresso específico, ficando sob a responsabilidade de cada aluno fazer anotações se achar necessário. As aulas são essencialmente práticas e, portanto, o aprendizado se dá de forma mais corporal que intelectual. O curso, entretanto, utiliza como base teórica impressa alguns livros publicados pela KALAPALO EDITORA, sendo esse material didático recomendado aos participantes, mas não obrigatório. O livro MANUAL DE MOUNTAIN BIKE & CICLOTURISMO, de autoria de Guilherme Cavallari, é um material de suporte importante que pode ser bastante útil como material de referência. O livro TRANSPATAGÔNIA, PUMAS NÃO COMEM CICLISTAS, também de Guilherme Cavallari, oferece narrativa detalhada, lista de equipamento, mapas e bibliografia de referência importantes para entender a dinâmica real de uma longa viagem em estilo BIKEPACKING. O filme-documentário TRANSPATAGÔNIA, de Cauê Steinberg e Guilherme Cavallari, narra a mesma viagem de seis meses, solo e de bicicleta, por toda a Patagônia e Terra do Fogo.

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DATAS DO CURSO

Visite nossa AGENDA para saber as datas programadas para a realização desse e todos nossos demais cursos, treinamentos, workshops, vivências, viagens e expedições: http://www.kalapalo.com.br/index.php/agenda/

INSTRUTOR

Guilherme Cavallari, fundou a KALAPALO EDITORA em 2001 e é referência nacional em esporte e turismo de aventura. Autor de 18 livros e coautor de diversos filmes, entre eles o premiado TRANSPATAGÔNIA. Tem em seu currículo mais de 16.000 km de trilhas para mountain bike, cicloturismo e trekking detalhadamente mapeados e publicados, entre eles roteiros no Brasil (SP, MG, RJ, ES, PR, SC e RS), na Argentina e no Chile (Patagônia e Terra do Fogo) e nas Highlands da Escócia. Viveu e trabalhou por sete anos nos EUA, Inglaterra, Israel, Itália e Alemanha. Praticante de esportes de contato com a natureza desde 1976.Foi colaborador, repórter e/ou editor de importantes veículos de comunicação do segmento outdoor nacional, como as revistas NEZ-Adventure, AVENTURA & AÇÃO e GO OUTSIDE, os sites WEBVENTURE e EXTREMOS. Em 2012/2103 realizou a EXPEDIÇÃO TRANSPATAGÔNIA, viagem solo de 6 meses de duração, 6.000 km de extensão em mountain bike e cerca de 600 km em trekking, percorrendo toda extensão da Patagônia e da Terra do Fogo, na Argentina e no Chile.Dessa experiência surgiram o livro TRANSPATAGÔNIA, PUMAS NÃO COMEM CICLISTAS e o filme-documentário TRANSPATAGÔNIA. Em 2015/2016 percorreu a Cape Wrath Trail, de 450 km de extensão, nas Highlands da Escócia, a travessia em trekking considerada “a mais difícil da Grã-Bretanha. No mesmo período pedalou numa mountain bike tandem (dupla), com a esposa Adriana Braga, 700 km cruzando de leste a oeste as Highlands da Escócia. Dessas duas experiências produziu o livro HIGHLANDS, POR BAIXO DO SAIOTE ESCOCÊS e o vídeo HIGHLANDS. sozinho e autossuficiente. Desde 2013, vive em Gonçalves (MG), na Serra da Mantiqueira, onde mantém com a esposa, Adriana Braga, o REFÚGIO KALAPALO, uma escola de aventura pioneira no Brasil.