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CicloMantiqueira DIA 22 / Alagoa – Itamonte

CicloMantiqueira DIA 22 / Alagoa – Itamonte

KM Total: 47,23
Metros subidos: 1.553 / descidos: 1.688
Tempo estimado: 3 a 8 horas

DESCRIÇÃO:

A estrada principal que liga Alagoa a Itamonte estava em processo de asfaltamento quando a CicloMantiqueira estava sendo mapeada, em 2009. Para evitar esse asfalto e o trânsito de veículos motorizados, foi preciso muita pesquisa, exploração e empenho.  resultando em um percurso fisicamente exigente, tecnicamente duro, isolado, deserto e extremamente bonito. No final foram acrescentados apenas cinco quilômetros ao trajeto mais comum, via asfalto, mas com bem mais metros subidos e descidos acumulados. Nosso caminho sobre montanhas, cruza riachos sem ponte, segue por singletracks, atravessa fazendas. Impossível fazer de carro ou mesmo de motocicleta! Chegar a Itamonte por um caminho tão rural e alternativo é impagável! Todo o percurso, bem como indicações de hospedagem e alimentação, encontra-se minuciosamente descrito e mapeado no GUIA DE TRILHAS CICLOMANTIQUEIRA.

Trilhas são caminhos orgânicos, vivos, primeiras testemunhas de nossos passos na Terra. Todo caminho nasce de uma trilha. Todo caminho guarda em si o DNA de sua origem. Antes de visitar qualquer trilha publicada em nossos livros, aconselhamos a visita a sua página nessa sessão. Leia os comentários de quem já esteve lá, verifique se houve alteração nos roteiros. Depois de fazer uma de nossas trilhas, escreva aqui seus comentários e ajude a manter nossos títulos atualizados. A comunidade Kalapalo agradece…

Sua opinião (em pedaços de pizza)

3 comentários »

  1. Luciano Vieira 02/06/2013 at 0:42 - Responder

    Esporte praticado: MTB

    Característica pessoal: Amador

    Comentário: Meu segundo dia de viagem. Saí de Alagoa com uma certa ansiedade, a chuva que caiu por duas horas na noite anterior me fez pensar no estado dos singletracks desse dia. Cogitei inclusive a hipótese de ir pela estrada oficial. Mas no fim acabei seguindo o percurso sugerido. Aqui cabe um parêntesis : o Guilherme fala que essa estrada estava sendo asfaltada na época do mapeamento do livro, isso deve fazer uns quatro anos, e pasmem, essa obra ainda não acabou ! Houve uma tromba d´água uns dois anos atrás que destruiu o que já tinha sido feito, a construtora desistiu da obra, pagou a multa da rescisão de contrato e a obra ficou por uns dois anos parada... Faz pouco tempo que foi retomada, e não tem data para terminar. Talvez isso explique a quantidade de propriedades à venda que eu vi durante o percurso... A trilha começa muito bem, segue até o bairro Itaoca, com suas corredeiras e cachoeiras,e de repente sobe. Quanto mais sobe, mais a estrada afina, até que lá no alto, depois da última propriedade, vira singletrack. Single bem difícil, por sinal. Tem muitos trechos com erosões, pedras, ou seja, impedaláveis. Depois o percurso encontra a estrada principal, e desce, belo refresco para o que vem depois... O segundo single começa, na verdade, com uma "escalada" de 1 Km, a trilha não é definida, tem vários veios de erosão, pedras, em alguns trechos tive que carregar a bike. A descida não é fácil, também. A estrada da fazenda Manguara está completamente abandonada, as erosões estão tomando conta. Nesse momento começou a chover e eu passei um certo perrengue na descida. Mas no fim deu tudo certo. No Hotel Recanto dos Lagos fui muito bem recebido pela D. Nancy e a Charlene, o jantar estava uma delícia, as acomodações perfeitas.

    Nota:

  2. Walter Kauss 16/04/2010 at 23:18 - Responder

    Esporte praticado: Motocross

    Característica pessoal: Amador

    Comentário: No dia 06/06/2010 saí com mais dois companheiros com o objetivo de fazer o singletrack de chegada à Itamonte. Após a referência 34,39, isto é, após o curral, não existe um caminho definido, tivemos que fazer uma trilha. A subida é cruel e por diversas vezes tivemos que levar as motos no braço. Quando a trilha alarga, nos aparece uma erosão de mais de 2 metros de altura. Tivemos que descer as motos no muque. Não dá para fazer este singletrack desacompanhado, a ajuda de faz necessária a todo instante. Coisa de doido.

    Nota:

  3. Walter Kauss 08/04/2010 at 23:18 - Responder

    Esporte praticado: Motocross

    Característica pessoal: Amador

    Comentário: Na minha velha conhecida Alagoa, só paro alguns instantes, para ver o movimento das pessoas da barracas que vendem de tudo, já que era sexta-feira santa (02/04/2010). Noto pela planilha que teria dois singletracks antes de chegar em Itamonte e eles são sempre um mistério. O primeiro deles iniciou, para mim, logo depois da referência 8,72. Uma lama e uns 100 m me aguardava. Nos primeiros 5 m atolei até o motor ... Parecia que era areia movediça. Depois de quase duas horas de muito esforço andei mais 5 m. Assim, resolvi procurar ajuda, não tinha mais forças e nem água. Desci a trlha cambaleando até encontrar um rapaz que prontamente resolveu me ajudar. Com o auxílio e ainda muita força, consegui vencer a lama. A moto parecia pesar uma tonelada. Perguntei ao meu "salvador" como era o caminho até Monte Belo e ele me disse: tem muito tempo que ele não ia para lá. Como eu estava disposto a seguir, agredeci a ajuda e fui em frente. Daí a pouco a trilha some e só existia erosões mortais. Tive que "fazer" uma trilha, na subida, por dentro do mato e rezando para a moto não cair em cima de mim. Cada metro percorrido era uma vitória. Gastei mais de três horas para percorrer este singletrck de 3,5 km ... A estrada seguinte é minha antiga conhecida e fui relaxando aos poucos. Cheguei no início próximo singletrack, ref. 34,39, por volta das 17 horas. Fiz algumas perguntas para uns meninos e eles me disseram que era difícil a subida. Pelo adiantado da hora e meu estado físico achei melhor não ir. Eles me aconcelharam ir pela estrada da Igreja Evangélica, ref 33,96, já que não tinha subida e os cavaleiros passam por lá. Na descida as erosões existiam mas tinha uma trilha mínima, que muito cuidado fui indo. Acabei chegando no bairro Conquista do Félix e logo após a estrada asfaltada para Itamonte. Cheguei lá anoitecendo. Fiquei na pousada e restaurante N.Sª de Fátima, fica na BR, onde jantei uma truta e fui dormir como um anjo.

    Nota:

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