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EXPEDIÇÃO TRANSPATAGÔNIA / PUERTO NATALES, CHILE

gui 09/12/2012 2

BIKE TRAILER

A última publicação no blog havia sido pedindo ajuda para solucionar o problema do meu  bike trailer, extraviado pela Aerolíneas Argentinas e sem a gentileza de informações precisas. Mais de 24 horas depois do desaparecimento do trailer, recebo a informação que minha “caixa” seria entregue no hotel onde meu amigo Odair Cola estava hospedado. Ele havia trazido o pacote para mim do Brasil como bagagem pessoal. Vou ao endereço combinado e, com algum atraso, um entregador joga os meus pés um pacote do tamanho de uma caixa de sapatos… Ligo para a responsável no aeroporto internacional de El Calafate e ouço a seguinte explicação: “Você disse que perdeu uma caixa e nós encontramos uma caixa…”.

Pergunto se ela havia lido a descrição da bagagem perdida e a resposta foi: “Nós não temos a descrição, como podemos adivinhar?”. Explico, com o resto de calma que me restava, que não é preciso adivinhar, que basta perguntar e anotar, como aliás qualquer companhia aérea minimamente decente faz.

Resumindo a história, o bike trailer apareceu no voo seguinte, 30 horas depois de haver desaparecido, sem um único pedido de desculpas pelo transtorno, muito pelo contrário, sendo tratado todo o tempo como um transtorno ao “bom funcionamento da companhia”. Se puder, nas minhas próximas viagens à Patagônia, vou de LAN ou vou à pé. Qualquer coisa, menos Aerolíneas Argentinas

EL CALAFATE – PUERTO NATALES

A distância total entre as duas cidades é de 279,59 km, que percorri em três longos dias…

No primeiro dia, 27/11, terça-feira, comecei a pedalar com as pernas pesadas pela semana de descanso forçado. Eu me sentia enferrujado. Meu objetivo era chegar a El Cerrito, um cruzamento entre duas estradas, onde existe um posto do órgão público argentino que dá manutenção às estradas e onde os cicloturistas costumam acampar.

Os primeiros 32 quilômetros, de asfalto, me levaram ao ponto de entroncamento com a Ruta 40, de onde eu havia vindo anteriormente. O vento nessa época do ano sopra quase que invariavelmente vindo do Oeste. Aquele vento que peguei contra para chegar em El Calafate que quase me fez chorar… Uma vez a cada 25 ou 50 anos, o vento pode soprar no sentido inverso durante o verão… E eu ganhei na loteria! Justamente no dia em que decido (ou consigo) sair de El Calafate, o vento decidiu soprar no sentido Leste-Oeste. Peguei uma leve brisa de 15 a 20 km/h de frente durante todo o percurso.

Eu pedalava e xingava em sete línguas diferentes, organizando um léxico multicultural de opróbrios censuráveis em qualquer idioma. Se não fosse trágico, seria cômico… Um trecho que eu contava em fazer em uma hora e quinze minutos, fiz em três horas com muito esforço. Menos mal que pedalei por asfalto todo o dia.

Subir a Cuesta Miguez, uma serra longa, sinuosa, mas não muito íngreme, foi o ponto alto do dia – literalmente. A vista teria compensado todo o esforço, se eu não estivesse ainda tão mau-humorado pelos problemas vividos em El Calafate. Mas, não existe problema de humor que o suor não lave…

Cheguei a El Cerrito às 20:00 e fui recebido por Miguelito, um cachorro amarelado de enorme cabeça e pernas ridiculamente curtas e tortas. Manso, carente e um pouco assustado, só se deixou acariciar por mim no dia seguinte, na manhã da minha partida. Acampei dentro do enorme galpão metálico de trabalho, que estalava e rangia pelo vento ciclônico.

O segundo dia, 28/11quarta-feira, deixei o asfalto e peguei um atalho em terra rumo a outro posto de manutenção de estradas, no cruzamento conhecido como Tapi Aike. Dessa vez o vento estava do meu lado direito, forte o suficiente para me desequilibrar às vezes, mas inofensivo a maior parte do tempo. O que atrapalhou foi o tipo de terreno, com pedras soltas do tamanho de bolas de tênis e trechos em areia. Foi uma ótima oportunidade para testar o novo bike trailer, que se comportou muito bem – mais estável que o anterior.

Os 70 quilômetros que separavam os dois postos de serviço eram praticamente desertos – no sentido de secos e não habitados – com apenas um posto policial no KM 20 e uma estância no KM 35. No posto policial conheci Fabián Fernandez, o policial solitário dos pampas com mãos grandes como luvas de beisebol. Alto, pesado, corpulento e visivelmente carente de companhia, ele me convidou a tomar um mate, almoçar e acampar em três propostas distintas com intervalos de cinco minutos entre si. Na Estancia Manantiales fiz uma pausa de almoço com o capataz. Tomamos chá preto juntos em sua cozinha e conversamos sobre a vida por mais de uma hora. O sol ardia lá fora como se tivesse raiva do mundo.

Quando finalmente cheguei a Tapi Aike já eram 18:00 e eu já queria encerrar o expediente do dia, mas sentia que precisava fazer mais alguma quilometragem se quisesse chegar a Puerto Natales no dia seguinte. Fiz outra pausa para refeição na casa do posto de serviço. Coletei boas e importantes informações sobre o trecho a seguir, descobri que havia uma opção de estrada de terra até a cidade chilena de Cerro Castillo pela “antiga Ruta 40“. Descobri também que havia um hotel abandonado a 13 quilômetros de distância, mas o gerente do posto e um caminhoneiro, que tomavam mate enquanto eu comia e me forneciam dados, sugeriram que era um lugar perigoso, frequentado por bêbados, drogados, ladrões e… Gringos.

Às 19:00 recomecei a pedalar e demorei quase uma hora para chegar ao tal hotel abandonado à beira da Ruta 40 – uma grande construção feia desde sua inauguração. Entrei, vasculhei tudo e vi garrafas vazias por todos os lados, latrinas abarrotadas de fezes fossilizadas, vidros quebrados e ninguém a bordo. Encontrei uma área externa protegida do vento e invisível desde a estrada. Montei acampamento, cozinhei o tradicional Miojo com sopa instantânea e desmaiei no saco de dormir, cansado demais para sentir medo.

No terceiro dia, 29/11quinta-feira, abandonei o asfalto da Ruta 40 bem em frente do hotel abandonado. Tomei o traçado da antiga Ruta 40. Consegui três litros de água de uma caminhoneiro que transportava terra bem no cruzamento das duas estradas – resolvido o principal problema do dia.

Foram cerca de 40 quilômetros estupendos. Não demorou muito e vi o maciço de Torres del Paine no horizonte próximo, na minha diagonal frontal direita.  Não cruzei um único veículo todo o trajeto. Pedalei ao lado de gigantescos pastos cercados povoados por milhares de ovelhas. Um cenário digno de uma pintura patagônica clássica. O sol estava um pouco encoberto, praticamente não havia vento, a temperatura era amena e agradável, a estrada de terra era excelente para bicicletas e o terreno plano ou em leve descida. Simplesmente perfeito!

Cheguei a Cancha Carrera – posto de controle fronteiriço argentino – perto das 13:00. Havia dois ônibus de turismo, um motorhome, algumas motocicletas e alguns carros. A fila de turistas para carimbar passaporte se estendia para fora da casa e se mantinha ordenada e poliglota por mais algumas dezenas de metros. Guardei meu lugar entre um grupo de norte-americanos e um casal alemão, sentei-me na grama e fiz meu almoço. Muita gente me fotografou e perguntou de onde eu vinha, para onde eu seguia, quanto pedalava por dia, onde dormia, o que faria se chovesse e se não tinha medo de pumas e guerrilheiros sequestradores…

Do lado chileno tomei um café de verdade em Cerro Castillo, comi um sanduíche com bife e ovo, um bolo de chocolate e lavei o rosto com água e sabão – um luxo! Queria estar pronto para os 60 quilômetros finais em excepcional asfalto branco até Puerto Natales. Como já eram 17:00 quando recomecei a pedalar, imaginei que teria que me esforçar para chegar com luz do dia, mas se precisasse pedalaria até à noite para tomar uma banho quente e dormir em uma cama de verdade.

A paisagem era bem bonita com vales largos e altas montanhas nevadas ao fundo. O vento estava na minha diagonal direita boa parte do tempo, um pouco contra, mas nada assustador. No KM 25 passei em frente a uma bela casa isolada com cara de pousada e parei para ver do que se tratava… Era o Hotel 3 Pasos, onde a poetisa chilena Grabriela Mistral, ganhadora do Prêmio Nobel de Literatura em 1945, havia escrito o livro Desolación.

Parei para conhecer e tomar um chá com a gerente, Paula Tello Sanchéz, montanhista e grande entusiasta da Patagônia como eu.  Acabei passando mais de uma hora com ela percorrendo todos os cantos da propriedade, ouvindo histórias sobre a região e especialmente sobre o hotel  – que tem mais de cem anos e pertence ao passado pioneiro da região. A carta topográfica da área leva o nome “Hotel 3 Pasos”.

Cheguei a Puerto Natales com o últimos raios de sol, no lusco-fusco, às 21:00.

TORRES DEL PAINE – FRUSTRAÇÃO

No dia seguinte, enquanto descansava as pernas, fiz download de todas as fotos e filmes, arquivos de GPS, atualizei o que deu no meu diário, fiz compras de comida e combustível, arrumei a mochila de trekking para uma semana de caminhada, comprei um mapa do parque e fiz alguns contatos na cidade… Minha intenção era visitar algumas áreas que eu não conhecia em Torres del Paine. Eu queria caminhar pela região do Lago Pingo e Geleira Zapata e a região do lado norte do Rio Pingo até a Geleira Dickson.

Visitei o escritório central da CONAF – órgão federal chileno que administra todos os parques do país. Encontrei a casa fechada e sem luz, mas era sexta-feira e em horário de expediente. Alguém saiu e eu entrei pela mesma porta. Tudo escuro lá dentro. Olho dentro de uma sala e outra e encontro todo o pessoal, cerca de 10 pessoas, sentadas em volta de uma enorme mesa de reunião comendo e bebendo.

“Estamos cerrados!”, ouvi o coro dizer.

“Que raro! Hoy es viernes y en horario de trabajo…” contestei, quase sem querer. Criou-se um mal-estar e um homem de trinta e poucos anos pulou da cadeira para me atender. Era o superintendente da região, chefe de todos ali e, aparentemente, mais envergonhado do que os demais pelo flagrante.

Expliquei rapidamente meu desejo de percorrer determinadas áreas, a razão da minha visita à Patagônia e mostrei um exemplar do meu Guia de Trilhas Carretera Austral. O tal funcionário me explicou que essas áreas eram de acesso limitado a grupos com guias, mas que meu histórico e experiência me qualificavam a percorrer as áreas desacompanhado. Ele me deu um cartão de visitas e disse que eu fosse ao parque e falasse diretamente com o diretor local, que tinha autonomia para autorizar minha visita.

Comprei minha passagem de ônibus e, na manhã seguinte, 01/12, sábado, me dirigi ao Parque Nacional Torres del Paine para minha terceira visita em oito anos. Fui direto à administração da CONAF e esperei por quase uma hora para falar com o tal diretor. Repeti todo o ritual de apresentação, entreguei o cartão de visitas do burocrata de Puerto Natales e fiz minha requisição.

“Infelizmente, não podemos permitir que pessoas não acompanhadas entrem em determinadas áreas do parque”. Foi o resumo da resposta final. Resultado do incêndio ocorrido no fim de 2011,  que destruiu cerca de 17.000 hectares de área, sendo 15.000 dentro do parque. Incêndio criminoso iniciado por um grupo de sete turistas israelenses que, além de acampar em área proibida, queimavam seu próprio lixo para não precisar transportá-lo até lixeiras.

A negativa me deixou frustrado e desnorteado. Eu havia visitado o escritório da CONAF no dia anterior justamente para evitar esse tipo de surpresa. Percorrer áreas restritas sem permissão decididamente não estava nos meus planos. Sou totalmente a favor de controle, regras, fiscalização, qualquer coisa que ajude a preservar a riqueza natural de qualquer parque. Achei apenas que a falta de comunicação entre os burocratas – a autorização de um e a negativa de outro – não é a forma mais justa e educada de se tratar qualquer visitante.

Decidi caminhar da administração da CONAF até o Refugio Paine Grande, por ser uma trilha que eu não conhecia. Uma vez lá, decidiria o que fazer… Não queria simplesmente voltar para Puerto Natales, seria adicionar mais frustração à  situação. Também não queria fazer só o Circuito W, que seria para mim algo como “cumprir uma obrigação” dentro do parque. A melhor alternativa seria fazer, pela terceira vez, o Circuito Paine, dando a volta ao maciço.

A vista dos Cuernos del Paine, uma formação rochosa menos dramática que as torres, mas não menos bonita, é sensacional desde essa trilha. O problema era que o fogo havia destruído boa parte da vegetação à minha volta no caminho. O belo Lago Nordenskjöld, de cor esmeralda e leitoso, contrastava ainda mais com as árvores carbonizadas.

Uma vez no Refugio Paine Grande, entrei em sintonia com os demais trekkers e já estava claro que faria o Circuito Paine, pela primeira vez em sentido horário – inverso ao recomendado, inclusive por mim mesmo em meu livro Guia de Trilhas Trekking (Vol. 1), onde tenho todo o percurso minuciosamente mapeado.

TORRES DEL PAINE – COINCIDÊNCIAS

No dia seguinte, 02/12domingo, comecei a caminhar em direção ao Refugio Grey com intenção de chegar até o Campamento Paso. Quase chegando à Geleira Grey vi um grupo de cerca de dez turistas empoleirados no mirante que dá vista à geleira. Um guia chileno explicava a origem do parque nacional em espanhol e era traduzido para o francês. O dia estava nublado, ventava pouco, fazia algum frio e o trânsito de caminhantes era intenso.

Subi o mirante para também fazer minhas fotos e aconteceu uma das maiores sequências de coincidências da minha vida… Uma história um pouco longa que merece ser contada…

Em 2004, quando visitei Torres del Paine pela primeira vez, vim na condição de “guia” de um grupo de mais cinco pessoas, em um programa do Clube da Aventura Kalapalo. Eu organizei toda a viagem, forneci barracas, cozinha, kit e primeiros socorros, mapas, montei o cardápio e terminei por carregar grande parte da carga… Fizemos todo o Circuito Paine e o Circuito W de forma auto-suficiente, independente e autônoma. Acampamos todas as noites e cozinhamos todas nossas refeições. Minha mochila pesava 33 quilos e era uma Deuter AirContact Pro de 85 litros totais com um saco estanque Ortlieb de mais 75 litros amarrado atrás… Ou seja, um mostro descomunal!

Quando fazíamos o trecho entre o Refugio Dickson e o Campamento los Perros conhecemos um grupo de espanhóis guiados por dois chilenos, também com gigantescas mochilas. Mas a minha era imbatível! Tanto que um dos guias chilenos, Chico Leo, veio conversar comigo, inclusive para dizer que eu era louco e que não podia me esforçar tanto assim… Demos muita risadas juntos e nos perdemos de vista depois de cruzar o Paso John Gardner.

No verão de 2007/8, quando voltei a Torres del Paine com minha mulher, Adriana Braga, para o mapeamento do Circuito Paine e do Circuito W para o Guia de Trilhas Trekking (Vol. 1), passamos o réveillon no Refugio Chilenos. Fazia muito frio e inclusive nevou no refúgio (e dentro da nossa barraca, mas essa é outra história). Jogávamos cartas com um casal de israelenses (não incendiários) quando um chileno baixinho, cabeludo e barbudo se aproximou de mim e perguntou em espanhol “qual o tamanho da sua mochila esse ano?”… Era Chico Leo, que me reconhecia depois de quatro anos.

E adivinha quem era o guia no topo do mirante com o grupo de franceses em frente à Geleira Grey?… Chico Leo, mais uma vez!…

Nos abraçamos efusivamente, como se fôssemos grandes amigos. Para minha absoluta surpresa (e até um certo desconforto) ele me diz… “Sabe que há quatro dias atrás eu lembrei de você! Passou como um filme na mina cabeça, um flashback de 2004 e 2008, quando nos conhecemos e nos revimos… Assim do nada!”.

Fiz questão de anotar seu e-mail imediatamente, para não perder mais contato com o cara. Ele estava ocupado com os turistas, eu segui caminho até o refúgio para uma pausa de almoço. Quando eu anotava no meu diário justamente o episódio com o Chico Leo, depois de ter comido e me hidratado na cozinha coletiva do camping, meu amigo guia chileno entra na cozinha, senta-se na minha frente e me diz… “Eu quero te fazer um convite. Quinta-feira, dia 06, vou fazer um trekking com um grupo de espanhóis até a Geleira Dickson. Essa área está restrita e só pode ser visitada com guias. Se você quiser, pode vir conosco como meu convidado… O que você acha?”.

Obviamente eu aceitei o convite! Não bastasse a sequência absurda de coincidências entre nós, ele acabava de resolver meu problema de acesso ao parque sem nem imaginar o que havia se passado comigo… Inacreditável!

TORRES DEL PAINE – REALIZAÇÃO

Meu cronograma no parque ficou tranquilo. Tinha quatro dias para fazer um percurso que eu havia pensado fazer em dois. Passei uma tarde descansando e dormi uma noite no Refugio Grey – justamente a única tarde e noite de chuva forte durante minha estadia no parque. Dormi uma noite no Campamento los Perros. Cheguei ao Refugio Dickon no dia 04/12, terça-feira. Descansei lá o dia seguinte todo e jantei com o Chico Leo e seu grupo nessa noite.

No dia 06/12, quinta-feira, cruzei com eles o Rio Paine e caminhamos 9 quilômetros por bosques até o posto de Carabineros de Chile mais remoto do país, em frente à Geleira Grey e numa área ainda em conflito territorial com a Argentina. Fomos recebidos pelos policiais com chá, café e bolachas, num container metálico aquecido e decorado como um chalé de montanha. No jardim um cordeiro pastava amarrado a uma longa corda, esperando a vez de ir para o forno. Em quinze dias o destacamento de cinco Carabineros barrigudinhos já havia comido três cordeiros inteiros.

No dia seguinte, 07/12, sexta-feira, caminhei das 10:00 às 19:15 do Refugio Dickson à Laguna Amarga, porta de entrada e saída do parque, com uma hora e meia de descanso para o almoço no Puesto Serón. Foram 35 quilômetros de marcha rápida, possível apenas porque agora minha pequena mochila de 42 litros, com comida para oito dias, não pesa mais do que 14 quilos… A gente envelhece mas aprende alguma coisa na vida.

  1. Adriana 13/12/2012 at 14:23 - Responder

    Comentário: Bacanão... saudades desse lugar!

  2. vitor 17/12/2012 at 23:25 - Responder

    Comentário: Caraca Gui. To adorando ler suas passagens. Que aventura. Alias vc ta com cara de urso..hahahah. Um grande abraço. C cuida. Vitor e let.