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TRANSPATAGÔNIA (PREPARATIVOS 4) NAVEGAÇÃO E COMUNICAÇÃO

Kalapalo 13/07/2012 0

Para quem ainda não se inteirou… A partir de novembro vou passar seis meses pedalando e fazendo trekking por toda a extensão da Patagônia e da Terra do Fogo, na Argentina e no Chile, cruzando de bike e a pé mais de 14 vezes a fronteira entre esses dois países. É da EXPEDIÇÃO TRANSPATAGÔNIA (link para a apresentação do projeto), com mais de 7.000 km previstos de mountain bike e cerca de 500 km de trekking selvagem. Essa será uma viagem solo e sem veículo de apoio.

Como o principal objetivo prático é colher material para um livro de narrativa de viagem aventura e, possivelmente, um filme documentário, utilizarei material de reportagem e comunicação. É fácil enlouquecer hoje em dia quando o assunto é tecnologia, comprar, carregar e consumir equivocadamente muito além do necessário, embalado pela febre do “sou o que possuo”. Não quero, em hipótese alguma, incorrer nesse erro banal. Já os objetivos “subjetivos e pessoais” da expedição são bem mais complicados de descrever e serão tema de uma próxima postagem aqui.
Preciso de uma máquina fotográfica digital, eficiente, de excelente resolução e que, principalmente, resista a seis meses de uso irrestrito e abusivo. Ou seja, equipamento à prova d’água e à prova de quedas. Até agora eu tenho trabalhado com uma máquina digital de boa qualidade dentro de uma poderosa caixa estanque, mas o volume e o peso do conjunto se tornaram excessivos com o surgimento de excelentes câmeras digitais à prova d’água e robustas.

Minha primeira opção é a Sony Cyber-shot DSC-TX200V. É interessante que os equipamentos eletrônicos “conversem bem entre si”, preferencialmente todos da mesma marca. Também é essencial pensar no tipo de cartão de memória e na bateria. O ideal é que o mesmo tipo de cartão de memória sirva tanto para a máquina digital, filmadora, GPS e celular, por exemplo. Pilhas recarregáveis AA formam o tipo de bateria mais comum e versátil disponível.

A segunda opção é a Nikon Coolpix AW100.

Mas, como pretendo também colher imagens para um filme documentário da expedição, em provável parceria com uma produtora de vídeo, vou ter que levar uma filmadora portátil. Minha primeira (e única, por enquanto) opção é a Sony 16GB HDR-GW77V Full HD Flash Memory Camcorder. Esse modelo é muito compacto, com boa lente e excelente resolução, à prova d’água e de quedas. Ele tem recurso de filmagem em câmera lenta, que pode ser bem legal.

Também vou levar uma filmadora esportiva digital, uma Hero GoPro, que já vem com uma caixa estanque. Vou deixá-la fixa ao guidão da bike ou ao canote do selim, fazendo imagens full HD durante trechos de bike especialmente bonitos do percurso. Também quero levá-la comigo presa à alça da mochila nos trechos de trekking. Eu levarei baterias extras e vários cartões de memória para as três máquinas.

Vou precisar de algum equipamento para armazenar dados, porque não será difícil ter no final de cada dia de expedição mais de 30 GB de dados em fotos e filmes para serem salvos e arquivados. Depois de pensar bastante e consultar amigos mais experientes que eu em tecnologia, cheguei à conclusão que o ideal será levar um ultrabook de 10 ou 11 polegadas de tela, muito leve e compacto, com bateria para mais de 8 horas de atividade, com memória sólida (flash) de 500 GB que não vai dar defeito com toda a trepidação dentro do bike trailer, uma ou duas baterias extras e mais alguns HD externos de backup.

A primeira idéia, hoje descartada por conta do valor, era levar dois ou três Nexto DI Photo and Video Storage NVS1501 (750GB), que são dispositivos de armazenamento de dados digitais (fotos e filmes) em memória sólida (flash) com tela colorida. A memória sólida (flash) não quebra com a trepidação no bike trailer.

Mas, agora a idéia é levar HD externos simples, como o Hitachi 4TB Touro Deskpro Hard Drive 7200 RPM. Eu levaria o ultrabookno bike trailer e o HD externo, que não pode sofrer tanta trepidação e impactos, na minha mochila de hidratação pendurada nas minhas costas (assunto para outra postagem, junto com mochila de trekking e afins).

Comunicação também é sinônimo de segurança, especialmente nos nove trechos de trekking que pretendo fazer, estimados em 43 dias de duração total, por trilhas com raros visitantes ou caminhos selvagens sem trilhas bem definidas. Vou levar um rádio VHF portátil, que é um sistema de comunicação de emergência universal e bastante popular na Patagônia e na Terra do Fogo. Escolhi o Yaesu FT 270 R com antena telescópica Kenwood 144/430 MHz, que aumenta bastante a potência do sinal do rádio.

Também vou levar um telefone celular compatível com a região visitada, como sistema de comunicação de emergência, embora não vá haver sinal em boa parte do percurso.

Para completar, vou levar meus inseparáveis dois aparelhos de GPS, o Garmin GPSMap 62 S com cartão de memória de 8 GB e o meu aparelho reserva Garmin GPSMap 60 CSx com cartão de memória de 2 GB. Ambos munidos de cartas topográficas e rodoviárias de toda a América do Sul.

Quando o tema é navegação com GPS, o mais importante é saber usar corretamente a tecnologia em todo seu enorme potencial. Para isso recomendo aos interessados o CURSO DE GPS PARA AVENTURA (link para descritivo), que ministramos duas vezes ao ano aqui no Clube da Aventura Kalapalo.