
Alexandre Hideyuki Possato, Luciana Sequeira de Cerqueira, Andrew Koster, Safae Jabri, Adriana Celina Arasaki, Wilson Rodrigues da Silva, Bella, Guilherme Cavallari, Milton Osamu Okumura Júnior e Valéria Lima Silva
De 17 a 21 de abril tivemos mais um TREINAMENTO DE TREKKING no REFÚGIO KALAPALO. Como sempre, restringimos em oito o número de participantes. Diferente do nosso CURSO DE TREKKING, esses treinamentos têm menos ênfase em teorias e técnicas e mais foco em caminhar e acampar selvagem.
Todos os participantes chegaram ao refúgio na quinta-feira, 17 de abril, vindos de diferentes cidades…
Milton Osamu Okumura Júnior, Praia Grande, SP
Valéria Lima Silva, Praia Grande, SP
Luciana Sequeira de Cerqueira, São Paulo, SP
Alexandre Hideyuki Possato, São Paulo, SP
Andrew Koster, Campinas, SP
Safae Jabri, Campinas, SP
Wilson Rodrigues da Silva, São Paulo, SP
Adriana Celina Arasaki, São Paulo, SP
Pela primeira vez, desde que iniciamos com nossos cursos e treinamentos, em 2006, nunca tivemos um grupo formado exclusivamente por casais. Nunca tivemos participação feminina tão equilibrada. Foi interessante observar como a dinâmica do grupo muda…

Participantes do treinamento caminhando pelas estradinhas dentro da Fazenda Campestre, próximo ao Refúgio Kalapalo
Nossa programação era caminhar 18 km no primeiro dia, percorrer uma série de estradas de terra conectando bairros rurais em Gonçalves (MG) e acampar no topo da Pedra Bonita (2.060 m). Quando chegamos ao ponto de coleta de água antes de subir a montanha, um córrego na estrada de terra em condições precárias que conecta a Fazenda Campestre ao bairro da Terra Fria, já eram 17h00 e decidimos montar acampamento em uma clareira na mata perto da água. Nós havíamos caminhado cerca de 14 quilômetros.
Os mais corajosos tomaram um “banho de gato” no córrego, que não tem mais de 15 centímetros de água. Dormimos em barracas, redes penduradas em árvores e sacos de bivaque, para que todos pudessem ter contato com diferentes tipos de abrigo noturno. O jantar foi a tradicional polenta com atum e uvas passas.
Na manhã seguinte subimos até o topo da Pedra Bonita. Chegamos relativamente cedo, por volta das 13h00, cedo demais para montar acampamento. Como deixamos para decidir se dormiríamos ou não em cima da montanha, fomos obrigados a transportar água até o topo, cerca de 3 litros por pessoa. O peso extra serviu de treinamento para todos.
Optamos por descer a montanha e acampar perto da Fazenda Campestre, ao lado de um riacho, no pé da montanha que subiríamos no dia seguinte, até a torre de comunicação do Alto Campestre. Eu nunca tinha acampado nesse lugar antes…

Vista para São Bento do Sapucaí e para a Pedra do Baú, no mirante da antena do Alto Campestre, a 4 km do Refúgio Kalapalo
Encontramos uma clareira com grama ao lado da curva do riacho ruidoso, de águas cristalinas e geladas, onde novamente os mais destemidos tomaram banho. O barulho das águas serviu também para embalar o sono de disfarçar o ronco dos mais cansados. Gostei muito do local de acampamento e acho que vou adotar esse ponto em treinamentos futuros. Poder tomar banho de rio antes de dormir é um luxo impagável. Caminhamos cerca de 8 quilômetros nesse segundo dia. O jantar foi talharim com molho de tomate e manjericão.
No terceiro dia do treinamento, subimos e descemos até a torre de comunicação do Alto Campestre, com vista para São Bento do Sapucaí e a Pedra do Baú. O dia não estava completamente limpo, havia nuvens e alguma nebulosidade, mas o horizonte se estendia ao norte até as montanhas mais altas da Mantiqueira, como Marins, Itaguaré, Itatiaia e até a Pedra da Mina.
Na volta chegamos ao REFÚGIO KALAPALO onde todos puderam tomar banho, almoçar, descansar e jantar a deliciosa comida da Adriana. Foi um dia de cerca de 9 quilômetros de caminhada.

Trecho de subida íngreme logo após Pedra Chanfrada, em direção à Pedra Bonita, próximo ao Refúgio Kalapalo
No quarto e último dia do treinamento fomos de carro até a base da Pedra do Barnabé, que nós subimos e descemos e de lá voltamos ao refúgio caminhando pelas estradas de terra do bairro do Campestre. A topo da Pedra do Barnabé oferece vista para boa parte do município de Gonçalves e uma caminhada por trilhas íngremes em mata sombreada e cheia de bromélias gigantes e samambaias-açu.
Um delicioso almoço de lasanha feito pela Adriana esperava por todos.
Acredito que o treinamento tenha cumprido bem o seu objetivo de prática física e troca de experiências e técnicas. O grupo de mostrou bastante participativo e interessado, solidário e tranquilo, muito provavelmente influência feminina. Para alguns, o desafio físico foi mais marcante, para outros foi a primeira experiência de acampamento, para mim é sempre um prazer receber pessoas aqui no refúgio interessadas e compromissadas com atividades de contato com a natureza. Eu sempre aprendo muito mais do que ensino.
Todas as fotos foram feitas pelo Andrew Koster… Que estava inspirado! Valeu Andrew, obrigado.
Obrigado a todos os participantes desse treinamento pela confiança e pelo esforço! Até breve!








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