
Blogueiros de aventura… Gisely, Rafael, Marcos, André, Palmieri, Mario, Luiza, Tiago, Keisuke, Rodrigo, Eliana e Fábio
A internet aproxima as pessoas… Uma verdade e uma mentira.
Um dia apareceu uma mensagem no meu Skype. Era a Gisely Bohrer, do site A Montanhista, perguntando sobre meu curso de trekking. Mensagem vai, mensagem vem, teclamos sobre trilhas, GPS, cursos, livros, e o papo seguiu tão fluido que fiquei com vontade de tomar um cafezinho e continuar a conversa de frente pra janela… Foi quando pintou a ideia de convidar a Gisely e a turma dela, o pessoal da Rede de Blogs Outdoor, para café, papo e vista da janela aqui em casa. Marcamos um tipo de “encontro de blogueiros de aventura”.

Dinâmica de apresentação de cada participante, cada um comentou sobre “inspiração, preocupação e direcionamento” na aventura… Excelentes respostas! Grandes ensinamentos!
Convidamos o Mario do site Trekking Brasil, a Luiza do Fui Acampar, o Rafael do Seu Mochilão, o Marcos do Bike Magazine, o Fábio do Pedal Nativo, o André do Até Onde Deu Pra Ir De Bicicleta, o Keisuke do Outdoor Blog, o Rodrigo e a Eliana do Clube De Cicloturismo, o Tiago do Fé No Pé e o Palmieri da Kampa.
A proposta era que todos chegassem ao REFÚGIO KALAPALO – a escola de aventura e abrigo de montanha que dirijo com minha esposa, Adriana Braga, em Gonçalves (MG), na Serra da Mantiqueira e onde vivemos – para passarem um fim de semana conosco. Como moramos sozinhos numa fazenda a 1.585 m de altitude, quase sem vizinhos, as visitas são nossa principal fonte de lazer e diversão.
Um jantarzinho leve de sopas e focaccia, tudo feito pela Adri, esperava a galera. No sábado estávamos todos de pé para um farto café da manhã de fazenda e para subir ao cume da Pedra Bonita (2.100 m), ponto mais alto da região, para um piquenique acima das nuvens. À noite, a Amandina, do site ViajandoComAman e minha amiga, que também mora em Gonçalves, se juntou ao grupo. Exibi o documentário TRANSPATAGÔNIA (link para trailer) a todos e depois ouvi atento aos comentários. Domingo cedo, depois do café, quem pedalava fez uma trilha de 14 km comigo e quem era do trekking foi até um mirante de frente para a Pedra do Baú e o vale do Rio Sapucaí Mirim por uma estradinha dentro da mata. Na volta, uma feijoada vegetariana, obra de arte da Adri, espera por todos.
Todo o tempo o papo correu solto. Grupinhos se formavam e reformavam para discutir a internet, aventura, literatura, política, futuro, equipamento, família… Enfim, a grande aventura da vida. Todo o tempo eu via olhos brilhantes e ouvidos atentos, curiosidade e interesse, alegria por estarmos entre amigos virtuais que nem sabíamos que tínhamos. Amigos que a internet aproximou, mas foi o calor humano que concretizou.
Ao final, fiz questão de presentear cada convidado com um exemplar do recém-lançado TRANSPATAGÔNIA, PUMAS NÃO COMEM CICLISTAS, livro que escrevi sobre minha viagem solo de bicicleta por toda a extensão da Patagônia e da Terra do Fogo. Meus 6.000 km e 6 meses de exploração e autoconhecimento. Se ao escrever esse livro eu tinha um leitor em mente – algo que conscientemente eu não tinha – acho que seria esse pequeno grupo e o que ele representa…

Coisas da roça… Isso não estava na programação, mas ao cruzarmos de bike uma fazenda, vimos um bezerro nascido a poucas horas na sua primeira mamada…
Muita gente gosta de aventura, gosta de se perder e se encontrar na natureza, mas para algumas pessoas isso não basta. É preciso compartilhar! Parafraseando Chistopher Maccandless, o anti-herói protagonista da história narrada no livro e no filme NA NATUREZA SELVAGEM (link para minha resenha do filme): “A felicidade só é real se compartilhada”.
Acho que o mesmo vale para a aventura.




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