ESTAMOS DE LUTO! Meu amigo do peito, irmão de aventura, companheiro de sonhos e de trabalho, Alberto Huber Martins Fontes, o Alemão, faleceu na madrugada de hoje, segunda-feira, 18 de novembro de 2019, aos 43 anos de idade, de febre maculosa, em Campinas. O velório e o sepultamento acontecerão em Embu das Artes, terça-feira, 19 de novembro. Velório a partir das 9h30 da manhã e o sepultamento às 11h30 no Cemitério Valle dos Reis (Rodovia Régis Bittencourt, 5901 KM 275,5 – Jardim dos Oliveiras). O filho dele e a ex-esposa estão vindo de Portugal, onde vivem, para a despedida.
O Alemão trabalhou anos comigo na Kalapalo Editora e foi fundamental para que eu pudesse produzir os livros que publiquei. Fizemos várias feiras juntos, carregando móveis, caixas de livros e bicicletas em cima do carro, suando e rindo juntos. Com ele a bordo, eu podia viajar e me ausentar por meses sem o menor temor, como fiz durante a TRANSPATAGÔNIA. Ele inclusive aparece no filme-documentário ajudando a carregar a bicicleta para ir até o aeroporto no começo da viagem. E pra quem assistiu e lembra do filme, foi ele também quem carregou nosso cachorro, Pluto, quando a Adriana, minha esposa, teve que sacrificá-lo com a ajuda de um veterinário, em casa.
Conheci o Alemão quando ele era mecânico e vendedor numa loja de bike em Moema, em 1996. De lá pra cá sempre mantivemos contato, pedalamos, escalamos em rocha, fizemos yoga e trabalhamos juntos. Ele chegou a ligar pra mim quando eu estava na Mongólia, em setembro, e conversamos um tempão. Eu fazia uma pausa de almoço numa pequena vila, sentado na areia com as costas para um muro olhando os mongóis passarem. O exótico e o familiar na mesma cena, o desconhecido e o amigo lado a lado. Ele estava animado com os projetos de escalada, com a filhinha pequena, sentia muita saudade do filho em Portugal e sonhava com montanhas e aventura, como sempre. Essa morte foi um choque pra mim em muitos planos. Alemão ainda era jovem, era forte, incansável, amoroso, cheio de vida e de planos. Uma perda irreparável. O mundo fica menos colorido sem ele.
Quando morre um aventureiro de verdade, a própria aventura chora.
RIP… Notícia triste após um fds tão bacana!
“Albertão” era o meu “neto” mais rabugento e ao mesmo tempo o mais divertido que convivi. Escalamos e trilhamos tanta coisas nessa vida… Brigamos algumas vezes e rimos mais do que nunca. Voltas às montanhas, aos lugares que passamos será complicado. Lembrança dói, lembrança machuca e faz chorar. Até breve meu amigo. Qualquer dia a gente vai se reencontrar.
Amigos que partem nos deixam tristes. Mas, ao lembrarmos deles, logo vem as boas conversas trocadas, os sorrisos dados, enfim, imagens eternas.