Hornopirén, Chile
05 de janeiro de 2010 / 38° dia de viagem
As balsas da Carretera Austral merecem um post nesse blog… Chegamos hoje meia hora antes da balsa de Chaitén a Hornopirén zarpar, já bem adiantados no caminho de volta para casa. Traduzindo, isso quer dizer que fizemos a Carretera Austral inteira no sentido Norte-Sul e agora estamos a poucos quilômetros de terminar no sentido Sul-Norte. Isso deve contar alguma coisa no currículo de aventureiro…
Essa balsa, que leva no máximo 14 carros, conectava antigamente a Caleta Gonzalo a Hornopirén em uma viagem bem mais curta. A erupção do vulcão Chaitén há dois anos interrompeu o trecho da Carretera Austral de 50 quilômetros que ligava Chaitén à Caleta Gonzalo. Hoje encontramos no lugar da estrada uma pista de pouso para pequenos aviões. E a balsa de meras duas horas hoje demora nove.
Foi uma correria chegar antes do meio-dia em Chaitén, saindo de Puyhuapi. Pouco mais de 200 quilômetros que fizemos em cinco horas e meia. As nevascas do inverno tardio, as intensas chuvas da primavera e esse verão molhado e frio (influenciado pelo El Niño) deixaram a estrada em péssimas condições. Parecia praga de Exú-Tranca-Rua, bastava eu engatar a terceira marcha e uma infinidades de buracos se sucediam e lá ia eu de nova para a segunda…
Mas pelo menos conseguimos embarcar hoje…
De Puerto Montt a Chaitén, no começo da viagem, descobrimos que o barco estava lotado no dia que queríamos viajar e “ganhamos” dois dias extras na região, investidos na volta ao Lago Llanquihue. Depois teve a balsa que conecta Villa O’Higgins ao resto da Carretera. Essa nós conseguimos perder na ida e na volta, ficamos quatro horas esperando no cais vazio na ida e mais duas horas em outro cais fantasma na volta.
Guilherme:
Sua atuação colabora para que o mundo dos bikers tenha mais sentido. Suas obras levam inúmeros ciclo turistas a vivenciar o mágico mundo sobre duas rodas e sem motor, o que é melhor ainda.
Parabéns!
Professor Arnaldo