Depois de três anos envolvido com o Projeto Transpatagônia, que gerou o livro TRANSPATAGÔNIA, PUMAS NÃO COMEM CICLISTAS e o premiado filme-documentário TRANSPATAGÔNIA, decidi iniciar um novo ciclo de exploração e pesquisa, que representam o cerne do meu trabalho à frente da Kalapalo Editora.
As possibilidades e alternativas eram tantas quanto existem países no mundo! Optei então por conhecer profundamente as Highlands da Escócia. Por que? Por que não? Minhas preferências são sempre por regiões pouco habitadas, ricas em história e cultura, ainda com resquícios de natureza selvagem. E as Highlands da Escócia atendem perfeitamente a esses requisitos.
Comecei percorrendo sozinho e de forma autossuficiente os 450 km da trilha considerada “o trekking mais difícil da Grã-Bretanha”- a CAPE WRATH TRAIL. A ideia inicial era transformar essa experiência em mais um livro e mais um filme com a minha assinatura. Aconteceu no entanto que descobri que as Highlands da Escócia tinham muito mais a oferecer que apenas o trekking que fiz. A cultura outdoor da região é forte, inspiradora e rica em detalhes. Entusiasmado, adquiri mais de 70 livros sobre o norte da Escócia, comecei a estudar com afinco e fiquei apaixonado. Era preciso voltar para continuar a pesquisa.
Agora, dia 26 de abril de 2016, seis meses mais tarde, volto às Highlands com minha esposa, Adriana Braga, para pedalarmos juntos pela primeira vez numa ciclo-expedição. E isso depois de 20 anos de casados! Mandamos construir a TANDEM KALAPALO, uma mountain bike para duas pessoas, que te teve o apoio da SHIMANO e da FOX, e desenhamos um roteiro exploratório de 850 km percorrendo toda a extensão leste-oeste das Highlands.
Uma peculiaridade dessa viagem, totalmente autossuficiente, é que vamos pernoitar sempre que possível em bothies – casas rústicas restauradas e mantidas para uso público, gratuito, em locais remotos. Essa inclusive foi uma das características da cultura outdoor das Highlands que mais me encantou. Vamos levar também barraca de acampamento, para o caso de não chegarmos a algum bothy ou encontrarmos a casa lotada.
Enfim, essa expedição é mais um passo na minha longa jornada de autoconhecimento, que faço através dos esportes de aventura, do contato próximo com a natureza, da vida simples e autossuficiente. Para mim, as expedições criam um ambiente ideal para reforçar valores, questionar posicionamentos e crenças, reavaliar rumos na vida e manter “a bagagem leve”.
O PROJETO HIGHLANDS tem o apoio da SOLO (roupas técnicas) e da SPOT (tecnologia de comunicação via satélite). As marcas OSPREY e CARDOSO CYCLES também contribuíram com a iniciativa. O portal EXTREMOS é a mídia oficial do projeto. Uma curiosidade, que começou com a CAPE WRATH TRAIL é que vamos levar conosco um aparelho de rastreamento pessoal, que permitirá que qualquer pessoa acompanhe nossos passos pela internet, em real-time. Para saber onde estamos, basta abrir a página: http://share.findmespot.com/shared/faces/viewspots.jsp?glId=0mqt1ppkt2pSmaqejVncIr3aNHfz5dGC4.








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