PATRONOS DA AVENTURA (TRANS-INCA)

10 de outubro de 2023

Texto e fotos: Guilherme Cavallari

A comunidade de aventura brasileira me conhece como autor de guias, de manuais e de literatura de aventura; escrevi, editei e publiquei 19 livros e estou terminando o vigésimo. O pessoal conhece também meus documentários, em especial o TRANSPATAGÔNIA, que narra a expedição solo de bicicleta de seis meses de duração e 6.000 km de extensão que fiz por toda a Patagônia e a Terra do Fogo, no Chile e na Argentina. Esse longa-metragem ganhou o Prêmio do Público no Rio Mountain Festival em 2014 e passou 18 meses no Netflix.

Agora estou prestes a lançar o livro TRANS-INCA: SEM AR E SEM PONCHO NOS ANDES, que conta a travessia, também solo e de bicicleta, que fiz em 2022 de Quito, capital do Equador, até Cusco, no Peru. Essa foi a expedição fisicamente mais difícil da minha vida! Nessa reta final, convido os amantes da aventura e da boa literatura a serem PATRONOS desse projeto.

Essa história de patrono é uma antiga tradição da aventura e da exploração que estou ressuscitando…

Sir Richard Francis Burton (1821-1890), foi talvez o mais completo e emblemático explorador de todos os tempos. Primeiro europeu a visitar Meca e Medina, hoje na Arábia Saudita, disfarçado de mercador árabe; co-descobridor da nascente do Rio Nilo; tradutor para o inglês de AS MIL E UMA NOITES, do KAMA SUTRA e de OS LUSÍADAS; cônsul brasileiro no Brasil em Santos (SP); testemunha da Guerra do Paraguai; fluente em mais de 20 idiomas; palestrante renomado e autor de mais de 40 livros e diversos artigos.

Quando Burton lançava um livro, ele convidava os leitores para serem patronos de sua produção através de anúncios em jornais. As pessoas adquiriam antecipadamente a obra, que tinha um número restrito de exemplares, sabendo que seu investimento comprava não apenas um livro, mas financiava um estudioso e um explorador. Cada leitor passava a fazer parte ativa da literatura.

Inspirado em Burton, faço igual…

Ser aventureiro profissional no Brasil não é fácil. Não temos a tradição de países onde essa cultura é mais antiga e melhor enraizada na sociedade. Ser escritor também não é fácil num país de poucos leitores e onde mais livrarias são fechadas do que abertas. Mas não posso reclamar! Graças ao apoio da comunidade de aventura nacional, sigo realizando expedições e produzindo livros e filmes.

Você está convidado a ser PATRONO(A) DA AVENTURA do meu próximo livro: TRANS-INCA: SEM AR E SEM PONCHO NOS ANDES. O valor do investimento é de R$ 139 (cento e trinta e nove reais) e seu nome vai para a sessão de Patronos da Aventura a ser publicada no livro. Você recebe um exemplar do TRANS-INCA autografado por mim com dedicatória exclusiva e pode ainda escolher dois livros da minha série GUIA DE TRILHAS, disponíveis no site www.kalapalo.com.br. O frete, via correio, é por minha conta.

Venha ser PATRONO(A) DA AVENTURA e participe ativamente do esforço e construção de uma cultura outdoor forte e culta no Brasil!

Pra participar, escreva para meu WhatsApp: (35) 99900 8252

 

 

2 respostas para “PATRONOS DA AVENTURA (TRANS-INCA)”

  1. Paulo Remota disse:

    Obra inspiradora. Uma abordagem diferenciada, sistêmica e honesta de uma viagem de aventura, como dificilmente se vê por ai. O autor viajante, ainda que envolvido com os devidos perrengues, obstáculos e agruras altimétricas desta difícil travessia pelos Andes, tem a calma e paz de espírito para fazer uma viagem interior, catársica, como se a exploração da geografia dos caminhos incas fosse, também, uma busca da geografia interior. Impressiona, ainda, a agudeza na crítica político-social, evidenciando a secular exploração dos mais simples deste mundo pelo imperialismo europeu (e, depois, americano).
    Quando, há alguns anos, li Transpatagônia, me inspirei, me preparei e me joguei na Carretera Austral. Fiz umas pequenas cagadas e a viagem transcorreu aos trancos e barrancos, mas, fui e voltei inteiro. Me consola, agora, uma frase deste último livro (Trans-Inca), dita por uma senhora de um mercadinho ou hostel: “Nenhuma viagem é em vão”. Em respeito a ela, seguimos assim, então. Parabéns por mais este lindo relato.
    Paulo Remota

  2. LUIZ HENRIQUE MANICA CARDOSO (@luizhcardoso2) disse:

    Muito feliz por terminado este encantador livro de Guilherme cavalari. Uma obra que nos ajuda a compreender um pouco da essência do que é aventura em sua essência. Nos dá a oportunidade de participar da subjetivade da viagem, que é o mais incrível. Fico encantado como Guilherme consegue utilizar as sábias palavras para descrever não apenas o que vê, tanto pouco o que sente, mas aquilo que ele se torna durante a viagem, uma palavra talvez adequada seria a catarse. E isso torna tudo mais encantador, não só pelos seus exitos, mas talvez pelos defeitos que o torna mais humano a cada viagem.
    Ter o privilégio de viajar neste nível de consciência como a de Guilherme, nos dá mais ferramentas para viver nossas aventuras, tornar nosso contato com a natureza mais real, consciente para um crescimento individual, e assim se afastar da massificação da aventura “das redes sociais”. Fico impressionado com a capacidade, e diria generosidade, deste escritor, que a cada obra, realiza uma verdadeira curadoria de informações , livros e relatos históricos. Esses livros são sim peças para se colecionar. Me encorajo, graças ao escritor, neste instante a escrever aqui um pequeno relato, mas também a transcrever, mesmo que de forma prematura minhas experiências na natureza! O autor de forma responsável faz uma crítica à sociedade e à história cultural de como chegamos a este momento da América Latina, nossa casa que nos foi expropriada e que agora nos faz viver em um limbo cultural. Foi um grande prazer viajar com você Guilherme Cavalari! Obrigado

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