PROTOCOLO ANTI-COVID DO REFÚGIO KALAPALO

10 de agosto de 2020

PROTOCOLO ANTI-COVID DO REFÚGIO KALAPALO

A pandemia não acabou, nem diminuiu de intensidade, enquanto isso os campeonatos de futebol já retornaram e o Brasil segue sem ministro da saúde. Na crise econômica que sucede ao desastre sanitário, somos todos empurrados a voltar ao trabalho de qualquer jeito e lutar pela nossa sobrevivência. O Governo Federal não consegue organizar o ENEM, controlar os incêndios na Amazônia ou impedir fraudes na pífia ajuda financeira contra a COVID. É como se vivêssemos numa anarquia, onde não há governo, só que temos governo e ele custa cada vez mais caro. Como o REFÚGIO KALAPALO é uma escola de aventura, trabalhamos com cursos e treinamentos de contato com a natureza, ao ar livre e com grupos muito pequenos, acreditamos que podemos retomar nossas atividades de forma segura e livre de contágio de coronavírus. Assim, enquanto durar a pandemia, seremos o REFÚGIO (CAMPING) KALAPALO. Segue abaixo as medidas que adotaremos durante essa catástrofe, tudo sem perder o bom humor!

1) Além de preencher ficha individual de inscrição, como sempre aconteceu, candidatos a participar de nossos eventos serão também entrevistados via vídeo. Só aceitaremos inscrições 15 dias antes de cada evento. Recusaremos inscrições se acharmos que a segurança do grupo ou o sucesso da atividade estiverem em risco. Na entrevista serão feitas perguntas de cunho pessoal, como por exemplo se a pessoa já teve contato com o coronavírus e se acredita que a Terra é redonda.

2) O número máximo de participantes será reduzido de 8 (oito) para 5 (cinco) pessoas por evento. Sem subnotificação pra não atrapalhar na reeleição.

3) O REFÚGIO (CAMPING) KALAPALO permanecerá fechado por duas semanas ao término de cada evento, para que o ciclo de vida do vírus se complete e nós tenhamos certeza que não estamos contaminados e que não contaminaremos ninguém. Pra fechar o refúgio basta um cabo e um sargento.

4) Nenhum participante ficará hospedado dentro da casa que compõe o refúgio. Todos os pernoites acontecerão em barracas ao ar livre no entorno da residência, com apenas uma pessoa por barraca — exceto para “cônges”, que podem dormir juntos, sem melindre. Mesmo com apenas 4 (quatro) pessoas, o acampamento poderá ser chamado de “Os 300 da Mantiqueira”.

5) Barracas, sacos de dormir e isolantes térmicos continuarão a ser fornecidos por nós às pessoas que não possuírem equipamento próprio. Esses itens serão totalmente higienizados após o uso. Barracas e isolantes serão lavados com uma solução de água sanitária. Barracas, isolantes e sacos de dormir ficarão depois expostos à radiação solar direta por pelo menos duas horas e não serão reutilizados num prazo mínimo de 10 (dez) dias. Com isso esperamos eliminar o vírus e os comunistas.

6) Outros itens de equipamento fornecidos por nós (mochilas, cuias de comer, canecas, talheres, lanternas de cabeça, bússolas, cartas topográficas, cantis, etc.) serão igualmente higienizados após o uso e recolhidos por no mínimo 10 (dez) dias antes de reutilizados. Recomendamos que quem tiver esses itens, use seu próprio equipamento. Quem não tiver, vá pra Cuba!

7) Para urinar, solicitamos que seja usada a natureza em torno da residência. Não faltam moitas e pés de árvores para serem regados com total privacidade. A vista inclusive será bem mais atraente. Para lavar as mãos e afins, duas torneiras externas estarão à disposição. Uma mangueira com água quente estará disponível ao ar livre para banhos. Cada participante deverá trazer traje de banho próprio (maiô/biquíni/sunga) caso queira se lavar. Dispomos de uma latrina seca, ao ar livre, cercada por um biombo com teto, para as necessidades fisiológicas sólidas. Após o uso da latrina, um punhado de cal, disponível no local, deverá ser jogado em cima do “mito”.

8) Nas refeições feitas no REFÚGIO (CAMPING) KALAPALO não haverá mais serviço de buffet. Nem cloroquina. Os pratos serão feitos antecipadamente e entregues pela janela da cozinha. As refeições não serão mais realizadas em ambiente interno, mas na varanda aberta na frente da casa, com apenas duas pessoas por mesa, com exceção de grupos que já estejam juntos e cônges, claro, sem melindre. Após as refeições, todos deverão lavar seus utensílios numa das torneiras externas e depois depositar tudo no balde disponível com solução de água sanitária. Isso garantirá a higienização total de todos os itens, mas o importante mesmo é tirar o PT.

9) Durante todas as atividades estacionárias, como palestras e discussões, será obrigatório o uso de máscara apropriada (PFF2) por todos os participantes, inclusive o instrutor. A máscara deverá cobrir totalmente o nariz e a boca, sem entradas abertas nas laterais, nos padrões estabelecidos pela autoridade sanitária nacional, mesmo não havendo ministro da saúde. Não há exceção a essa regra, nem pra desembargador ou presidente da República.

10) Durante os deslocamentos na natureza, o uso da máscara não será obrigatório para não prejudicar a correta oxigenação, desde que haja um distanciamento de no mínimo 10 (dez) metros entre cada participante. Grupos que já estejam juntos não precisam respeitar essa regra. Diminuído o distanciamento, o uso da máscara passará a ser obrigatório por todos, sem exceção, inclusive generais e almirantes. Em paradas onde o grupo se reúna, seja para comer, conversar ou simplesmente reagrupar, todos deverão usar máscaras ou respeitar o distanciamento mínimo de 2 (dois) metros. Quem estiver enrolado na bandeira do Brasil deverá dobrar as metragens de distanciamento.

11) No caso do surgimento de qualquer sintoma relacionado ao COVID (febre, dores no corpo, náusea, perda parcial ou total de paladar/olfato, cansaço excessivo não relacionado à atividade física, etc.) a pessoa sintomática deverá deixar imediatamente a atividade. Como o COVID começa como uma “gripezinha”, os primeiros sintomas são leves o suficiente para que a pessoa sintomática possa se deslocar por conta própria até sua residência ou local de hospedagem. Havendo necessidade de ajuda emergencial, o REFÚGIO (CAMPING) KALAPALO entrará em ação. A cidade de Gonçalves não possui hospital; nem provas, mas não falta convicção. A região tampouco é bem equipada de instalações hospitalares. Assim, quem estiver interessado em nossos programas e for de regiões muito distantes, deve pensar bastante antes de vir até nós e antes de votar. 

5 respostas para “PROTOCOLO ANTI-COVID DO REFÚGIO KALAPALO”

  1. Felipe Aparecido Octaviano da Costa disse:

    Com certeza dará muito certo com esses protocolos, principalmente pela pá de cal no “mito” após utilização da latrina. Parabéns Guilherme e Adriana Braga pelo trabalho e dedicação.

  2. Cleverson Bem disse:

    Muito bom esse protocolo, a retomada será um sucesso! Abraços

  3. Reno Caramori Filho disse:

    A vontade é de refazer o curso só pelo protocolo, excelente!!!
    Parabéns pela atitude.
    Abraços

  4. Duca França disse:

    Muito bom esse protocolo para enfrentar os vírus e os verme! Abraço!

  5. Filipe disse:

    Mestre Cavallari informou e fez dar muita risada rsrs.
    Muito bom o protocolo de abertura! 🙌🏾

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