
Vitor, Wagner, Gisele, Guilherme, Pedro, Rodolpho e João Emilio, com as mascotes Nalla e Bella e o futuro aventureiro Giovani, antes de começar o trekking até Monte Verde.
No feriado de Corpus Christi, de 19 a 22 de junho, um grupo de sete aventureiros liderados por Guilherme Cavallari, caminhou 51 quilômetros de Gonçalves (MG) a Monte Verde (MG), pela crista da Serra da Mantiqueira, procurando caminhos alternativos que evitassem as estradas de terra já conhecidas da região.
Ninguém do grupo, inclusive o líder da pequena expedição, conhecia o caminho. Essa, aliás, era a proposta e uma das prerrogativas da empreitada. Aliás, se o caminho fosse conhecido não seria uma “expedição”, seria uma “excursão”. Os integrantes da travessia foram:
Guilherme Cavallari, empresário e líder da expedição, residente em Gonçalves (MG), criador da KALAPALO EDITORA; João Emilio Francato, médico psiquiatra, residente em Araras (SP) e graduado no CURSO DE TREKKING da Kalapalo Editora; Pedro de Paula Santos Jr., empresário, residente em Piedade (SP); Wagner Alexandre Chaves, empresário, residente em Curitiba (PR); Gisele Cristina Folador, empresária, residente em Curitiba (PR); Rodolpho Ugolini Neto, analista de sistemas, residente em São Paulo (SP) e graduado no CURSO DE TREKKING da Kalapalo Editora; Vitor Munhoz, advogado, residente em Jundiaí (SP).
A caminhada começou às 10h00 da quinta-feira, 19 de junho de 2014, com todos os integrantes carregando mochilas entre 12 e 18 quilos de peso contendo todo o equipamento de acampamento, alimentação para três dias, material de navegação (cartas topográficas, bússolas, aparelho de GPS e afins), um grande facão tipo machete e 40 metros de corda, porque ninguém sabia exatamente o que encontraria pela frente.
O primeiro dia levou o grupo do REFÚGIO KALAPALO (https://www.kalapalo.com.br/index.php/clube/conheca-o-refugio-kalapalo/) em Gonçalves (MG), até o topo da Pedra do Jair, no distrito de Juncal, município de Sapucaí Mirim (SP). A intenção era encontrar uma forma de descer a Pedra do Jair em direção sudoeste, rumo a uma fazenda incrustada em uma vasta área de mata atlântica e bosques de araucárias previamente identificada no Google Earth. Com a indicação de um morador local, foi possível encontrar uma sequência de estradas de trator e trilhas beirando pastos e mata levou o grupo ao topo da Pedra do Jair sem grandes problemas, mas com bastante esforço físico.

A primeira visão de Monte Verde depois de dois dias e meio de trilha e travessia… Uma visão do paraíso!
Uma vez no topo da Pedra do Jair, o tempo virou rapidamente e nuvens baixas fecharam qualquer visibilidade do horizonte. Não foi possível enxergar a tal fazenda que seria o destino do dia e, por questões de segurança, o grupo desceu a montanha em direção ao distrito do Juncal, onde conseguiu montar acampamento selvagem no sítio de um produtor de trutas local. Foi um dia relativamente curto de 15 quilômetros percorridos, basicamente montanha acima e montanha abaixo.

Nuvens baixas e repentinas taparam qualquer possibilidade de enxergar o horizonte e atrapalharam a navegação.
Na manhã do segundo dia a única integrante feminina do grupo, Gisele, acordou com muita dor no joelho, que estava também um pouco inchado. O apoio do REFÚGIO KALAPALO foi acionado e Gisele foi resgatada no bairro do Juncal e levada de volta ao refúgio, onde ela ficou à nossa espera pelo resto do feriado e pode aproveitar a excelente comida da Adriana. O restante do grupo seguiu caminho rumo a Monte Verde.

Em um trecho de mata ciliar densa, tivemos que abrir uma trilha e cruzar um córrego de água cristalina.
Esse segundo dia foi inteiro por estradas de terra. Essa alteração de terreno no trajeto foi uma opção de ganhar quilometragem e aproximar o grupo de Monte Verde, já que o progresso do primeiro dia não aconteceu exatamente na direção desejada por conta da falta de visibilidade. O grupo caminhou 22 quilômetros e chegou nesse dia no limite da propriedade da Companhia Melhoramentos, muito próximo do distrito de Bom Jardim. O segundo acampamento selvagem da travessia foi montado em uma trilha larga e aparentemente fora de uso, rodeada de pinheiros, protegido do vento e da chuva fina que ameaçou cair.

Trechos de trekking em área de reflorestamento, onde as trilhas são verdadeiros labirintos, faziam da navegação algo delicado.
O terceiro dia de trekking foi bem mais “selvagem”. Usando a bússola como referência, Monte Verde foi colocada na linha de tiro e obstáculos foram devidamente ignorados. O grupo cruzou áreas de reflorestamento e mata ciliar de pequenos córregos no fundo de vales. Em fila indiana, enquanto Guilherme abria com facão espaço entre a vegetação densa, o grupo progrediu lentamente até conseguir encontrar uma estrada dentro do reflorestamento da Companhia Melhoramentos que seguisse na direção exata de Monte Verde.

Subidas longas em estradas de terra com raro movimento de veículos foram uma constante no segundo dia de trekking.
A previsão era chegar no centro de Monte Verde às 13h00 e o grupo chegou ao ponto de encontro com o carro de resgate do REFÚGIO KALAPALO às 12h50. Foi um relativamente dia curto, sem descansos, de 14 quilômetros percorridos.

Desenho do traçado realizado no trekking, começo no REFÚGIO KALAPALO, em Gonçalves (MG) e fim no centro de Monte Verde (MG)
Cansados, sujos e vitoriosos, todos chegaram sãos e salvos para uma rodada de cerveja artesanal na vila, seguida de um farto almoço de feijão tropeiro e galinha caipira. Dizem as más línguas que o garçom do restaurante evitava se aproximar demais da mesa, por conta de um forte “cheiro de homem” que imperava no ambiente.
Parabéns aos aventureiros!
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