Qual o seu principal canal de comunicação com a aventura?
Essa foi a pergunta da terceira enquete no BLOG. Sete pessoas responderam, mas cada pessoa tinha o direito de escolher mais de uma resposta, resultando nos seguintes números…
4 votos, ou 57% da preferência, escolheram “revistas especilizadas”;
4 votos, ou 57% da preferência, escolheram “livros”;
1 voto, ou 14% da preferência, escolheu “televisão”;
5 votos, ou 71% da preferência, escolheram “internet”;
Nenhum voto para “lojas”;
3 votos, ou 42% da preferência, escolheram “grupos de amigos”.
Minha maior surpresa foi a baixa votação para a “televisão” como canal de comunicação e informação para os aventureiros.
Mas na verdade não há surpresa alguma nessa resposta. Nos noticiários e programas especializados em esporte só assistimos futebol… Campeonatos estaduais, campeonatos nacionais série A e série B, campeonatos sulamericanos, campeonatos europeus, campeonatos africanos e Copa do Mundo. Mal termina um já começa o outro.
Nos programas de viagens e “aventura”, o conceito televisivo de aventura é uma excursão em algum veículo motorizado, seja carro, moto, barco, jet-ski ou avião, sempre com uma apresentadora bem arrumada, bem penteada, bonitinha, limpa e descansada, nitidamente despreparada para qualquer coisa realmente “aventureira”.
Os destinos são invariavelmente os mesmos, como Trilha Inca, Campos do Jordão, Monte Verde, rafting aqui pertinho, alguma trilha ecológica de 400 metros em um parque qualquer, rapel ou tirolesa – como se aventura fosse um fórmula, repetida a exaustão. Conceitos fundamentais que compõe a aventura de verdade, como “aceitação do inesperado”, “capacidade de improvisação”, “desafio físico e psicológico”, “ousadia”, “contato com o desconhecido”, “exploração, descoberta, crescimento pessoal e integração com o meio”, entre tantos outros, passam completamente à margem do programa. Aventura parece ser mais uma atividade de academia, como spinning, pilates ou aerobic funk.
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